DURANTE CONGRESSO

Uefa 'nunca vai ceder à chantagem', adverte Ceferin

O novo modelo vai entrar em vigor na temporada 2018/2019

France Press
05/04/2017 às 17:52.
Atualizado em 28/04/2022 às 03:34
O presidente da Uefa Aleksander Ceferin, durante o 41º Congresso da organização (Markku Ulander/Lehtikuva/AFP)

O presidente da Uefa Aleksander Ceferin, durante o 41º Congresso da organização (Markku Ulander/Lehtikuva/AFP)

"Não vamos ceder à chantagem", falou o presidente da Uefa Aleksander Ceferin, durante o 41º Congresso da organização, sobre a pressão de alguns times ou campeonatos que desejam uma superliga europeia fechada. "Para alguns clubes, digo tranquilamente, com firmeza e determinação: não vai ter uma liga fechada. Isso não condiz com nossas ideias e valores. Simples assim", declarou Ceferin em Helsinque. "Nunca cederemos à chantagem (de algumas Ligas) que acham que podem manipular as ligas menores ou ditar suas leis para as federações. Só porque elas geram dinheiro astronômico, se sentem poderosas. Simplesmente, o dinheiro não faz a lei e existe uma hierarquia no futebol que precisa ser respeitada", avançou o mandatário. "Trabalharemos juntos para retificar o que precisar e corrigir as desigualdades na medida do possível", garantiu o presidente da Uefa. Na última quinta-feira, os clubes europeus concordaram com a Uefa em abandonar o projeto de reforma das competições continentais, dando um ponto final na ideia de criar uma Superliga. "A mudança é boa para nós, estamos felizes de continuar sob a proteção da Uefa. Por consequência, não haverão conversas sobre a Superliga", declarou o presidente da Associação Europeia de Clubes (ECA). Reatar o diálogo com as Ligas A hipótese de uma liga europeia fechada é um tema recorrente desde o início dos anos 2000, respaldada por clubes como o Bayern de Munique. O Comitê Executivo da Uefa aprovou a reforma da Liga dos Campeões em dezembro de 2016. O novo modelo vai entrar em vigor na temporada 2018/2019, sendo uma das novidades as quatro vagas diretas para os campeonatos com melhor índice Uefa. "Estou certo que a maneira de se classificar e o formato permanecerão o mesmo, já que o sonho de participar da Liga dos Campeões tem que se manter vivo para todos. Mas é preciso se adaptar a certas mudanças, inclusive no futebol", declarou Ceferin ao final da coletiva de imprensa após o congresso. Contrária a reforma, a Associação de Ligas Europeias de Futebol (EPFL) mostrou sua preocupação e considera que a mudança favorece os grandes clubes e coloca em perigo a competitividade de outros torneios. A EPFL anunciou uma assembleia geral extraordinária para o dia 6 de junho, em Genebra, para conversar com as ligas sobre o assunto. "Estou certo que se colaborarmos com os clubes, as ligas e a FIFPro poderemos fazer grandes coisas. Mas essas organizações precisam se mostrar construtivas, positivas e com vontade de defender o interesse superior do futebol europeu", acrescentou Ceferin. "Os clubes e a FIFPro entenderam e vamos trabalhar muito bem juntos", sublinhou Ceferin, destacando que o diálogo social é uma realidade na Uefa.

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