
Zeca é titular absoluto da lateral-esquerda do Santos (Ivan Storti/Santos FC)
Valorizado por uma grande temporada em 2016, o lateral Zeca recebeu o reconhecimento do Santos e assinou nesta sexta-feira (18) a renovação contratual com o clube. A diretoria alvinegra e o jogador chegaram a um acordo e prorrogaram seu vínculo por dois anos, até o fim de 2020 - o anterior ia até dezembro de 2018. “Primeiro, eu quero agradecer a Deus pela oportunidade, e estou muito grato ao Santos por este novo vínculo. Estou muito feliz de fazer parte disso, desta história. É uma felicidade imensa, minha e da minha família. Tenho certeza que o Santos e a torcida vão ficar felizes. Vou corresponder em campo”, declarou ao site do clube. Zeca é cria das divisões de base do Santos, ganhou espaço no ano passado, mas se tornou um dos destaques da equipe somente em 2016. Titular absoluto da lateral esquerda, mesmo sendo destro, o jogador chegou à Seleção Olímpica e ajudou na campanha que deu o primeiro ouro do País nos Jogos, no Rio. O destaque foi tanto que surgiram as primeiras especulações sobre clubes interessados na Europa, como Paris Saint-Germain, Atlético de Madrid e dois times italianos não revelados. Por isso, a diretoria santista se apressou e chegou a um acordo para renovar o contrato do jogador. “O Santos representa a minha vida, a minha história, tudo que eu fiz. O Santos me revelou para o futebol. Cheguei na base aqui, sempre tratado com muito carinho e dedicação. Sou muito feliz por fazer parte desta família, a família Santos. Desde as cozinheiras até o jurídico, todos fizeram parte da minha vida, espero fazer parte cada vez mais”, afirmou Zeca. Modesto suspenso O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) suspendeu por 15 dias o presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, como punição ao fato de o clube santista ter entrado em campo contra a Ponte Preta com um uniforme que escrevia “faltou respeito” na parte superior das costas da camisa. A inscrição era um protesto contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que, na sexta-feira à noite, dia 4, determinou que o jogo, inicialmente marcado para o sábado, às 21 horas, seria realizado na manhã do domingo, às 11 horas. O Santos não aceitou a mudança repentina, chegou a ameaçar não entrar em campo, mas voltou atrás. A frase na camisa foi a forma de protestar. Para o STJD, porém, quem faltou com respeito foi o Santos, ao fazer uma crítica pública. “O futebol moderno não tem mais espaço para esse tipo de atitude. Há canais específicos para esse tipo de reclamação. A comissão de arbitragem faz uma análise minuciosa após cada partida. Uma reclamação com intuito apenas de denegrir a imagem não deve ser aceita", reclamou o subprocurador-geral Gustavo Silveira. O relator do processo, o auditor José Maria Philomeno, até acha que o Santos tem razão em não gostar da mudança. "Realmente houve um desrespeito à legislação e à torcida e há o direito de manifestação do clube", ponderou. Mesmo assim, defendeu os 15 dias de suspensão a Modesto, que, em entrevista, confirmou que os dizeres na camisa eram uma crítica à CBF. "A partir do momento que o próprio presidente reitera que o clube adentrou com essa frase ‘faltou respeito’ exatamente para registrar sua revolta com os fatos ocorridos, ele está incentivando e contribuindo para que haja um clima de acaloramento e acirramento que pode provocar a violência", argumentou Philomeno. Assim, Modesto Roma foi punido por "conduta contrária à disciplina". Já o Santos, responsabilizado pela conduta de seu presidente, foi multado em R$ 3 mil. Ambos podem recorrer.