SELEÇÃO BRASILEIRA

Prass minimiza pressão por jogar Olimpíada em casa

Segundo o Palmeiras, capitão não tem de ser um jogador que fala

Estadão Conteúdo
18/07/2016 às 18:48.
Atualizado em 28/04/2022 às 05:01
O goleiro Fernando Prass é um dos jogadores mais cotados para ser o capitão (Cesar Greco/Agência Palmeiras/Divulgação)

O goleiro Fernando Prass é um dos jogadores mais cotados para ser o capitão (Cesar Greco/Agência Palmeiras/Divulgação)

Jogador mais experiente da equipe olímpica brasileira, apesar de ser estreante em seleções, Fernando Prass não enxerga como pressão o fato de disputar os Jogos do Rio em casa. O goleiro de 38 anos de idade também considera que a possibilidade de conquistar a inédita medalha de ouro é uma oportunidade, e não como um problema. "Jogar diante da nossa torcida não é peso. Eu sempre disse que, pelo Palmeiras, eu prefiro mil vezes jogar no Allianz (Parque) do que na casa do adversário", disse o goleiro na tarde desta segunda-feira (18), em entrevista coletiva na Granja Comary, em Teresópolis. "Para jogadores de ponta, como são todos aqui, essa pressão é estimulante. Temos de usar isso a nosso favor. Nós é que temos de criar esse diferencial, com atuações boas e entrega em campo." Para ele, o que o grupo precisa saber fazer é filtrar as coisas, boas e ruins, que aparecerão a partir de agora e saber peneirar bem, para explorar os aspectos positivos. Prass não faz nenhuma comparação, por exemplo, com o que aconteceu na Copa do Mundo de 2014, quando a Seleção Brasileira sucumbiu à pressão de ter de conquistar o título em casa. "Dificilmente eu comento grupos que não participei porque internamente se tem outra leitura. Mas é óbvio que a questão emocional é muito importante. Não podemos comparar porque são indivíduos diferentes, com reações diferentes", disse o goleiro. Um dos jogadores mais cotados para ser o capitão da Seleção Brasileira, Fernando Prass garante que não se preocupa com isso. "Não me passa pela cabeça ser ou não ser, até porque sempre falei isso no Palmeiras, o capitão é uma mera formalidade para assinar súmula e representar time no sorteio e perante o árbitro na partida", afirmou. "Nada proíbe o cara que está sem a faixa ter as mesmas funções que o capitão." De acordo com o Palmeiras, capitão não tem de ser necessariamente um jogador que fala, que grita. "Já estive em muito vestiário em que o principal líder é o cara que de fora passava totalmente despercebido".

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