
Atleta com mais gols e jogos pela seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo vai para seu último Mundial (Reprodução Instagram/ @cristiano)
“Esta geração vai dar muitas alegrias aos portugueses", disse Cristiano Ronaldo antes de deixar Portugal rumo aos Estados Unidos para a Copa do Mundo. A seleção, composta por uma das melhores safras de jogadores, estreia na Copa do Mundo nesta quarta-feira, contra a RD Congo, também com a missão de dar ao melhor jogador da história do país o título que lhe falta.
Aos 41 anos, o atleta com mais partidas e mais gols pela seleção portuguesa vai para o seu último Mundial. São seis participações, o que o colocou como recordista, junto de Messi e do mexicano Ochoa. O melhor resultado de Cristiano Ronaldo foi o quarto lugar em 2006, quando ainda não era o principal astro. Com protagonismo, chegou apenas às quartas de final, em 2022.
O time é talentoso, com jogadores recém-campeões da Champions League, como Nuno Mendes, Vitinha e João Neves. Há ainda outros fatores que credenciam Portugal a finalmente conquistar a Copa do Mundo. Foi com Cristiano Ronaldo que o país conquistou seus únicos títulos: a Eurocopa de 2016 e as Ligas das Nações de 2018/19 e 2024/25.
Outro elemento na conta é semelhante ao que aconteceu com a Argentina no Catar. Para dar "o título que falta" a um gênio do futebol, os companheiros correm mais. "Nunca me imaginei a jogar com o Cristiano. Eu estava na sexta divisão de Portugal. É uma honra muito grande estar aqui com ele. Não necessito falar da grande figura que ele é. Estamos todos felizes de estar com ele. Se pudermos ganhar um título com ele, seria uma grande coisa", falou o volante do Manchester City, nascido no Brasil, Matheus Nunes.
Vitinha vê que o capitão português "faz mais". "A forma como (ele) se dedica 24 sobre 24 horas, sete dias por semana. É incrível, um exemplo para todos, os que chegam e os mais velhos. Tudo o que faz na preparação física e mental é incrível. Podia relaxar ou distrair-se um pouco, mas parece que ainda faz mais. É um líder exemplar e é um privilégio para todos nós jogar e desfrutar com ele".
Adversário
A estreia será contra a República Democrática do Congo, que retorna à Copa do Mundo após 52 anos. A primeira participação foi ainda com o nome de Zaire, em 1974. O país africano enfrenta uma epidemia de ebola, que complicou a preparação e impediu torcedores de entrarem aos Estados Unidos.
Por exigência das autoridades americanas, a delegação passou por um isolamento de 21 dias. O time fez a preparação, antes de chegar na América do Norte, na Bélgica. Isso é minimizado pelo time, que agora tem condições normais em Houston, no Texas, onde utiliza o CT do Houston Dynamo, da MLS.
Os Leopardos enfrentam, além de um dos favoritos, um jogo que terá ares de "fora de casa", já que as arquibancadas devem ser tomadas pelos portugueses.
"Voltar 52 anos depois é um verdadeiro orgulho e um prazer poder representar a RD Congo. Nos preparamos bem. Agora queremos ir bem no Mundial", falou o técnico francês Sebastian Desabre, que comanda a seleção desde 2022.(EC)