APÓS CONFUSÃO

Ponte Preta pega cinco jogos de punição

O zagueiro Rodrigo não escapou da punição máxima

Carlos Rodrigues
04/12/2017 às 17:59.
Atualizado em 28/04/2022 às 02:42

Macaca foi punida com 'apenas' cinco jogos com portões fechados e multa (Divulgação/STJD)

A Ponte Preta tem motivos para comemorar o resultado do julgamento realizado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, no Rio de Janeiro. Ameaçada de perder o mando de campo de até 30 partidas por conta do tumulto ocorrido na derrota para o Vitória, no Moisés Lucarelli, a Macaca foi punida com 'apenas' cinco jogos com portões fechados e multa de R$ 30 mil. Além disso, o estádio continuará interditado até que o clube comprove que há segurança para receber partidas. A pena será cumprida em 2018 em competições organizadas pela CBF (Copa do Brasil e Série B do Brasileiro) Devido à invasão de campo de alguns torcedores, que interrompeu e antecipou o término da partida, a Macaca foi denunciada nos artigos 211 (Deixar de manter o local que tenha indicado para realização do evento com infraestrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização) e 213 (Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto, invasão do campo ou local da disputa do evento desportivo e lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva – no 213, o clube foi enquadrado em três incisos, podendo, então, levar a pena máxima de 30 partidas. Representada pelo advogado João Felipe Artioli e o diretor jurídico Giuliano Guerreiro, o clube tentou desqualificar a denúncia, alegando que não houve agressão e que o tumulto foi causado por 'criminosos e marginais que se dizem torcedores'. Após analisar as imagens e ouvir as explanações da procuradoria e da defesa, Alexandre Magno, relator da 1ª Comissão Disciplinar, pediu nove partidas de punição e multa de R$ 90 mil. Os outros auditores, no entanto, propuseram penas mais brandas. Gustavo Pinheiro pediu três jogos e Douglas Blaichman pediu cinco jogos, assim como Michelle Ramalho. Até o momento, a diretoria da Ponte Preta não se posicionou oficialmente para dizer se há a intenção da entrada de um recurso para tentar diminuir ainda mais a punição. Caso a pena seja esta, o clube terá de jogar com portões fechados no início da Copa do Brasil e certamente nas rodadas iniciais da Série B do Brasileiro. Rodrigo Expulso na partida contra o Vitória por conta das 'dedadas' no atacante Trelléz, o zagueiro Rodrigo não escapou da punição máxima. Denunciado no artigo 258 (Assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva), o jogador recebeu seis partidas de gancho. Como não faz parte dos planos da Ponte Preta para 2018, ele cumprirá a pena em outro clube, caso dê sequência a carreira. O STJD também ratificou o placar da partida. Como o jogo foi encerrado aos 39 minutos do segundo tempo pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro devido a um incidente provocado pela torcida, havia a possibilidade de que o Vitória fosse considerado vencedor pelo placar de 3 a 0. No entanto, os auditores decidiram manter o resultado em 3 a 2 a favor dos baianos.

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