Negociações, porém, não avançaram porque carta não foi expedida
Liquidar as dívidas não é o único objetivo da Justiça Trabalhista com o Guarani em 2018. Outro assunto fundamental em pauta diz respeito à construção da arena, prevista no acordo feito com o Grupo Magnum. Na segunda parte da entrevista exclusiva concedida ao Correio Popular, a juíza Ana Cláudia Torres Vianna confirma que o plano é mediar reuniões entre clube e empresa no ano que vem para decidir o quanto antes o futuro da nova casa bugrina. As negociações em relação à arena estão paralisadas já há algum tempo. O clube chegou a sondar alguns locais e, no final de 2015, o então presidente Horley Senna revelou que quatro terrenos estavam sob análise: as áreas nas rodovias Anhanguera, Dom Pedro, Magalhães Teixeira e Santos Dumont. As negociações, no entanto, não avançaram porque a carta de alienação favorável à Magnum ainda não tinha sido expedida. Ainda que o Tribunal Superior do Trabalho não tenha julgado os recursos da Maxion — empresa que arrematou o Brinco de Ouro, mas depois viu a ação ser suspensa —, a intenção da Justiça é antecipar o planejamento. "Ano que vem vamos discutir uma agenda para a construção do novo estádio. É importante para dar segurança aos torcedores e isso é uma preocupação grande para mim", explica a juíza Ana Cláudia. "A Maxion ainda discute o recurso no TST, mas acredito que tenha pouca viabilidade. Por isso, já discuti com os interessados (Guarani e Magnum) fazer sessões de mediação para discutir o projeto. Quero antecipar etapas. É possível que, em dois anos, saia a decisão do TST, então tudo ficará mais fácil já tendo o terreno, o projeto." Nesses encontros, a ideia é definir os moldes da arena, bem como do centro de treinamento e do clube social, que também estão previstos no acordo. Se tudo correr bem, a intenção é terminar 2018 com o local já definido ou encaminhado, bem como a estrutura do novo estádio — capacidade, formato, entre outras características. Além disso, a magistrada reitera que o compromisso firmado será cumprido. Ou seja, o Guarani só deixará de mandar suas partidas no Brinco de Ouro quando a arena estiver concluída. "Enquanto não houver arena, o Brinco não será derrubado. Isso é condição e ninguém terá emissão de posse nesse processo antes que a arena seja resolvida", finaliza a juíza.