Argentina na Copa

'Messi é o maior da história, não há mais dúvida', diz Scaloni

"Vamos tentar ganhar, mas o respeito é máximo. Espero que seja uma grande partida de futebol", completa o técnico da Argentina após derrotar a Inglaterra

Agência Estado
16/07/2026 às 08:16.
Atualizado em 16/07/2026 às 08:18
Dois gols nos últimos nove minutos de jogo definiram a "remontada" argentina, ambos com assistências de Lionel Messi (Fifa)

Dois gols nos últimos nove minutos de jogo definiram a "remontada" argentina, ambos com assistências de Lionel Messi (Fifa)

Lionel Scaloni exaltou Lionel Messi após a vitória da Argentina sobre a Inglaterra nesta quarta-feira, 15, pela semifinal da Copa do Mundo de 2026. Na virada para 2 a 1 em Atlanta, nos Estados Unidos, Messi deu passe para os gols de Enzo Fernández e Lautaro Martínez, que definiram o placar na reta final da partida.

Ao dizer que acredita que os espanhóis estão felizes de a Argentina estar na final contra a Espanha, por Messi, que atuou por anos no Barcelona, Scaloni disse que não há mais dúvidas, para ele, que Messi é o maior jogador de futebol da história.

"Vamos tentar ganhar, mas o respeito é máximo. Espero que seja uma grande partida de futebol. E espero também que muitos espanhóis estejam felizes por ver a Argentina na final, Messi jogou tantos anos na Espanha e é o maior jogador da história do futebol, não há mais dúvidas disso. E acho que muitas pessoas na Espanha torcem por ele", disse Scaloni.

Se a Argentina vencer a Espanha no próximo domingo, 19, às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, conquistará o quarto título mundial no total, o segundo seguido, e o segundo de Messi. Ele vai superar o outro grande ídolo argentino no futebol, Diego Maradona, que chegou a duas finais, e ganhou em 1986 e perdeu em 1990. Messi tem três finais, já que perdeu em 2014, para a Alemanha, no Brasil.

Pelé, que é considerado por brasileiros e boa parte do mundo o melhor jogador da história do futebol, ganhou três Copas do Mundo: 1958, 1962 e 1970. Em 58, na Suécia, e em 70, no México, foi protagonista, mas em 62 se machucou e viu Garrincha ser o grande jogador daquele Mundial.

"Eu conheço estes jogadores, sei como são. São muito fortes, não têm medo de nada. Desde pequenos competem para vencer e sempre se esperou muito deles. Quando Messi pega na bola, isso inspira todos. Eles jogam como se tivessem sete ou oito anos, sem pensar em mais nada além do futebol", disse.

Scaloni concedeu entrevista coletiva após a partida emocionado. Chegou a ficar com lágrimas nos olhos quando falou da entrega de seus jogadores em campo, que não desistiram em nenhum momento do confronto apesar de estarem perdendo por 1 a 0 até a reta final

"Este grupo é difícil de explicar com palavras. É uma demonstração de muitas coisas: de união, de entrega, de não dar nenhuma bola perdida, de lutar até o fim. Agora vamos tentar ganhar a final. O que mais se pode pedir desta equipe? Estamos muito emocionados", afirmou o treinador argentino.

Criticado na Argentina por atuações não tão boas em alguns momentos desta Copa, como ao sofrer com Cabo Verde na prorrogação, na segunda fase, ou ganhar do Egito apenas nos acréscimo, nas oitavas, Scaloni disse que é normal pelo cargo que ocupa e que sentiu, no último ano, a pressão que teria em defender o título mundial.

"O que me move não é ganhar. Claro que adoraria ser campeão do mundo, mas passei por muitas coisas no último ano. Se vou ganhar ou não, isso não define o meu sucesso. O mais importante é como enfrentamos as situações, e nós enfrentamos tudo até o último dia. Nunca me preocuparam as críticas. Como treinador, é impossível que não existam críticas. O que me preocupa é sair do estádio sabendo que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance", disse.

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