A Comissão Técnica conta com a tecnologia para amenizar problemas
Apesar dos desfalques, a situação não é tratada como um grande problema (Gabriel Ferrari/Guarani)
Guarani chega em um momento importante da Série B do Brasileiro, que é a virada do turno, na vice-liderança e bem posicionado dentro do G4. Mas não são só os concorrentes diretos que geram atenção. O clube também tenta se prevenir contra outro adversário. É o desgaste físico, já que, nas últimas rodadas, quatro jogadores sofreram com lesões musculares. Segundo o preparador físico bugrino, Fabinho Guerreiro, as contusões são reflexo da programação diferente a qual alguns atletas são submetidos. Entre os que visitaram ou ocupam o Departamento por problemas musculares estão os atacantes Eliandro e Rafael Silva e os zagueiros Willian Rocha e Ewerton Páscoa — este último deixou o campo no empate contra o CRB com dores na posterior da coxa esquerda. Curiosamente, à exceção de Eliandro, os outros que se machucaram não vinham sendo titulares no início do campeonato, nem fizeram a mesma preparação que o restante do elenco realizou entre a Série A-2 e a Série B. "A maior fatalidade foi com o Eliandro, que já fez a base física com a gente desde o fim da Série A-2. E, se você analisar, a equipe que tem essa programação desde o início do campeonato está suportando muito bem", explica Fabinho. "Os outros não fizeram essa base e geralmente faziam parte do 'Grupo 2', que são aqueles que viajavam, mas tinham jogado pouco e, quando entram, precisam estar num nível de exigência muito grande. Como em alguns lugares não conseguimos fazer o complemento da forma mais adequada, é preciso atenção especial com eles". Apesar dos desfalques recentes, a situação não é tratada como um grande problema. Precauções para evitar novas baixas, no entanto, fazem parte da programação. "Não vamos mudar o trabalho que vem sendo feito. Estamos tranquilos porque, fazendo uma média de lesões, somos o clube com um dos menores índices", ressalta o preparador. "E agora, na virada do turno, devemos ter três ou quatro semanas cheias, que serão importantes para recuperar quem vem numa sequência mais longa". A Comissão Técnica ainda conta com a tecnologia para amenizar mais os problemas físicos. O clube aguarda, para os próximos dias, a chegada do aparelho para medir a enzima creatina quinase, que é o CK, utilizado como um marcador de desgaste de um atleta. Com ele, será possível determinar com precisão quem está mais propenso a se lesionar e quem precisa de carga menor de treinamento. "Vamos ter parâmetro e conseguir visualizar a situação de cada jogador".