Copa do Mundo

Inglaterra suporta pressão, vence mexicanos e encara a Noruega

De volta ao Estádio Azteca 40 anos após a polêmica eliminação com La Mano de Dios de Maradona e 2 a 1 para a Argentina, os ingleses não se intimidaram

Fábio Hecico
06/07/2026 às 07:01.
Atualizado em 06/07/2026 às 07:03
Inglaterra suporta pressão, frustra mexicanos em volta ao Azteca e encara a Noruega nas quartas (Divulgação)

Inglaterra suporta pressão, frustra mexicanos em volta ao Azteca e encara a Noruega nas quartas (Divulgação)

Para quem acordou no domingo confiante em um grande jogo do Brasil, curou a frustração com espetacular duelo entre México e Inglaterra logo após a queda verde e amarela. De volta ao Estádio Azteca 40 anos após a polêmica eliminação com La Mano de Dios de Maradona e 2 a 1 para a Argentina, os ingleses não se intimidaram e logo abriram 2 a 0, depois 3 a 1. Apesar da enorme pressão com um jogador a menos - Quansah foi expulso - a elétrica partida jamais saiu das mãos ingleses, que celebraram a vaga heroica nas quartas diante da Noruega com 3 a 2 e mais um gol de Kane na competição (subiu para seis).

Os heróis da classificação inglesa para as quartas de final foram o camisa 10 Bellingham com seus importantes gols, Kane e sua frieza na penalidade, e o goleiro Pickford, com importantes defesas e uma linda batalha particular com o atacante Jiménez - foram ao menos três grandes interferências, apesar de o atacante descontar em penalidade bem batida.

Até então com campanha de 100% de aproveitamento na Copa e invicto em seu principal estádio, os mexicanos fecharam sua campanha com dura derrota, mas sob aplausos e reconhecimento da torcida. O compromisso da Inglaterra diante da Noruega pelas quartas de final ocorre no próximo sábado, às 18 horas (de Brasília), Hard Rock Stadium, em Miami.

INÍCIO COM ATRASO E PRIMEIRO TEMPO REPLETO DE EMOÇÃO E GOLS

Por causa das condições climáticas adversas, a largada da partida atrasou em uma hora. A chuva chegou, fraca é bem verdade, na Cidade do México, mas sob ameaça de raios e trovões, o que gerava risco às delegações e também ao público presente.

Em campo, as seleções carregavam missões parecidas e não escondiam a motivação com grandes campanhas e invencibilidade na Copa do Mundo. Os ingleses queriam findar com o fantasma de La Mano de Dios, quando caíram diante da Argentina no Azteca, há 40 anos, em duelo com gol de mão de Maradona e revés por 2 a 1.

Aos mexicanos, além da manutenção dos 100% de aproveitamento (até então nenhum gol sofrido), ainda pesava um excelente retrospecto de oito vitórias e duas derrotas no estádio em Copas Como a competição, a partir das quartas, será em campos dos EUA, se despedir da torcida de maneira festiva era o mantra.

A sintonia com as arquibancadas estava afinada e a esquadra mexicana corria muito quando tinha a bola. Os torcedores vaiavam quando os ingleses tinham a posse e inspiravam na recuperação. A primeira emoção veio em linda cabeçada de Jiménez e milagre de Pickford.

A Inglaterra só tinha ameaçado em chute fraquinho de Gordon e parecia dominada por um entusiasmado México. Até um contragolpe transformar o jogo em verdadeira batalha. Saka foi ao fundo e mandou na cabeça de Bellingham: 1 a 0. O camisa 10 apareceu um minuto depois para complementar o passe de Harry Kane e ampliar

Apreensiva após os dois primeiros gols sofridos na Copa do Mundo, a torcida mexicana não diminuía seu apoio à seleção e viu Quiñones pegar o rebote para reduzir o placar antes do intervalo Ainda deu tempo de Jiménez assustar duas vezes, a segunda parando em voo de Pickford.

CONFUSÃO NOS BANCOS, EXPULSÃO E GOL DECISIVO DE KANE

O segundo tempo começou com a Inglaterra parando na trave com batida de primeira de O'reilly e enorme confusão entre os bancos reservas após entrada dura de Quansah em Gallardo. A bronca mexicana resultou em expulsão do lateral-direito após revisão do VAR.

Repleto de problemas no setor, Thomas Tuchel teve de sacrificar Saka para recompor a defesa com Stones. Com um a menos, a seleção teve uma penalidade logo após a troca, com Gordon derrubado por Rangel. Kane ampliou e trouxe uma importante tranquilidade à equipe.

Ela durou somente sete minutos, contudo. Kane deu um chute na perna de Giménez e desta vez quem teve penalidade a favor foram os mexicanos. Jiménez pegou a bola para novo ato do embate com Pickford.

Sem forças para atacar, os ingleses povoaram a área, Tuchel colocou fôlego novo na marcação e ergueu a parede diante de um México repleto de atacantes. O jogo de xadrez com novas peças ficou interessante, imprevisível, mas com a defesa se sobressaindo para linda festa dos extenuados e aliviados europeus.

FICHA TÉCNICA

MÉXICO 2 X 3 INGLATERRA

MÉXICO - Rangel; Sánchez (Fidalgo), Montes (Alvarez), Vásquez e Gallardo; Romo (Gutiérrez), Lira e Mora (Santi Giménez); Alvarado, Jiménez e Quinones (Martínez). Técnico: Javier Aguirre

INGLATERRA - Pickford; Quansah, Ghéhi, Konsa e O'Reilly (Spence); Declan Rice, Elliot Anderson (Burn) e Jude Bellingham; Gordon, Saka (Stones) e Kane (Rogers). Técnico: Thomas Tuchel.

GOLS - Jude Bellingham, aos 36 e aos 37, e Quiñones, aos 41 minutos do primeiro tempo; Kane, aos 14, e Jiménez, aos 23 do segundo.

CARTÕES AMARELOS - Henderson, Declan Rice, O'Reilly e Ghéhi (Inglaterra); Sánchez e Vazquez (México).

CARTÃO VERMELHO - Quansah (Inglaterra).

ÁRBITRO - Alireza Faghani (AUS).

PÚBLICO - 80.824 presentes.

LOCAL - Estádio Azteca, na Cidade do México.

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