
Torcida faz a festa no Brinco de Ouro (Leandro Ferreira/AAN)
Alô, Série B, o Bugrão está de volta! Foram quatro anos de espera. Anos de angústia, fracassos e mesmo quando a equipe foi a melhor da primeira fase, parecia que ia ficar no quase. Mas, dessa vez, foi diferente. Com a torcida, que carregou o time no colo e não desistiu em nenhum momento, o Guarani conseguiu uma das reações mais importantes de sua história. Derrotou o ASA por 3 a 0, neste sábado (8) no Estádio Brinco de Ouro e, em 2017, voltará a disputar a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Sob o comando de Marcelo Chamusca, que acabou com o estigma de fracassar no mata-mata, o alviverde foi premiado pela regularidade, pela entrega e pelo futebol demonstrado. E, como esse time estava mesmo predestinado a subir, teve em seu heroi Eliandro. O atacante, contratado apenas para essas decisões, correspondeu à confiança e foi decisivo, ao marcar dois gols – o outro foi de Leandro Amaro. A enorme pressão pelo acesso acabou, mas o campeonato não. De olho na decisão, o Guarani enfrenta o ABC nas semifinais, com o primeiro jogo em Natal e o segundo em Campinas. Isso, no entanto, é algo pra se pensar depois. Aos bugrinos, o que mais importa agora é a merecida festa para um clube que, após tanto sofrimento, volta a provocar sorrisos e lágrimas de felicidade. O jogo O Guarani enfrentou o ASA, o relógio e a própria ansiedade. Mas foi maduro o suficiente para estreitar o caminho no primeiro tempo. Num jogo bem disputado, o Bugre criou chances, mas o gol saiu mesmo na principal especialidade do time. Em cobrança de falta de Fumagalli pelo lado direito, Leandro Amaro se antecipou à marcação e cabeceou no canto, sem chances para Thiago Braga: 1 a 0. Metade da missão estava cumprida e o Bugre queria mais. Aos 32 minutos, quase fez o segundo em boa trama. Pipico acionou Gilton, que passou pela marcação e cruzou para Fumagalli, mas a finalização do capitão passou muito perto da trave direita O segundo tempo foi de Eliandro. Aos nove minutos, o goleiro Thiago Braga recebeu recuo e, na tentativa de afastar, mandou a bola em cima do atacante, e ela entrou mansinha: 2 a 0. Ainda não estava decidido e toda a atenção era pouca. O ASA deu um susto imenso aos 14 minutos, mas Leandro Santos fez ótima defesa na conclusão de Lessinho. Faltava o golpe fatal. Foi dado por Eliandro, aos 27 minutos. Após chutão do campo de defesa, o camisa 9 aproveitou a indecisão dos zagueiros, ganhou no corpo e, de cabeça, tocou por cobertura para marcar mais um e provocar uma avalanche no Brinco de Ouro. O ASA ainda precisava só de mais um gol para levar a decisão para os pênaltis. Não no Brinco. Sem muitas forças para reagir, o time alagoano tentou, mas não passou pelo impecável sistema defensivo bugrino. Faltava o apito final. Ele demorou, mas quando veio, desencadeou todas as emoções. O nó de mais de 12 mil bugrinos finalmente saiu da garganta. Adeus, Série C.