
Duelo entre França e Espanha colocará frente a frente, ainda que à distância, Kylian Mbappé e Lamine Yamal (Fifa)
França e Espanha se reencontram hoje em uma semifinal. Será o 38º duelo entre os times, o segundo em uma Copa do Mundo. O histórico de confrontos diretos favorece os espanhóis, com 18 vitórias contra 13 da França, enquanto sete partidas terminaram empatadas.O jogo acontece às 16h (de Brasília), no AT&T Stadium, em Arlington, nos Estados Unidos. O árbitro principal da partida será o salvadorenho Iván Barton Cisneros.
A partida ocorre pouco mais de um ano após um duelo nesta fase da Liga das Nações da Uefa. O jogo que terminou em 5 a 4 agora tem uma reedição com outro cenário: são as duas melhores defesas da Copa do Mundo de 2026.
Os espanhóis só foram vazados uma vez, nas quartas de final contra a Bélgica (vitória por 2 a 1). Os franceses sofreram dois gols, nas vitórias sobre Senegal (3 a 1) e Noruega (4 a 1), ambas ainda na fase de grupos.
Do lado da França, o ataque é melhor, com 16 gols marcados, sendo oito de Kylian Mbappé. Na Espanha, são 11, dos quais quatro são de Mikel Oyarzabal. As duas equipes ainda se destacam por ter a posse de bola. Os jogos em que espanhóis e franceses menos tiveram o controle foram, respectivamente, as vitórias sobre Portugal (55%) e Marrocos (52%).
Entre as duas equipes, a Espanha demonstrou mais domínio contra seus adversários. A média de posse do time é de 65%, contra 59% dos franceses. Engana-se quem pensa que isso basta.
Há também regularidade defensiva. Os jogadores 'intocáveis' na nominata de Luis de la Fuente são a fortaleza da equipe. O goleiro Unai Simón, o zagueiro Pau Cubarsí e o lateral-esquerdo Marc Cucurella são os únicos que atuaram em todo o tempo de todas as partidas até aqui.
Aymeric Laporte, que forma a dupla com o garoto Cubarsí (19 anos), só não jogou por um minuto contra a Áustria. Rodri é outro regular, com apenas três dos 540 minutos de jogo fora.
A fragilidade da Espanha para este duelo será a linha defensiva, que costuma estar adiantada. Os espaços tendem a ser convidativos para Kylian Mbappé, Michael Olise e Ousmane Dembelé
No seu próprio ataque, os espanhóis terão Lamine Yamal, que progride neste Mundial, após chegar em recuperação de uma lesão muscular, e Nico Williams. O atacante do Athletic de Bilbao correu o risco de perder o restante do Mundial após uma entrada de Nicolás De La Cruz, mas já voltou a atuar.
A força defensiva da França é diferente da Espanha. O time de Didier Deschamps costuma ter o bloco mais baixo, aguentando ser atacado com jogadores fortes na última linha, como os zagueiros Dayot Upamecano, William Saliba e o lateral-direito Jules Koundé
O time francês pode contar também com a agilidade dos defensores para buscar o quarteto ofensivo em contra-ataques. Aí está a grande força da seleção. Mbappé, Olise e Dembelé são os donos da Copa ofensivamente.