O Corinthians, por outro lado, não quer deixar a Macaca crescer
Atacante liderou viradas improváveis com o Atlético-MG na Libertadores 2013 (Daniel Augusto Júnior/Agência Corinthians)
Em 2013, Jô liderou o Atlético Mineiro em viradas improváveis na Copa Libertadores até o título. Agora, ele vive situação oposta no Corinthians e está perto de ser campeão do Campeonato Paulista com a vantagem confortável construída sobre a Ponte Preta na final após a vitória por 3 a 0 em Campinas (SP). Experiente, o atacante espera um rival aguerrido em campo no estádio Itaquerão, neste domingo. "Já passei por situações que consegui reverter e algumas difíceis, como a Libertadores com o Galo. A motivação é muito grande. Não sei se esse é o modo de trabalhar do Gilson Kleina, mas ele vai mostrar viradas históricas, que tudo é possível. Entendo muito bem o outro lado, sei o quanto estão motivados para pelo menos terminar com dignidade", afirmou o atacante. O Corinthians, por outro lado, não quer deixar a Ponte Preta crescer na decisão. "Nós também temos exemplos de que, se jogar sério, correr, respeitar a equipe e focar no objetivo, a gente consegue manter a vantagem para ser campeão", disse Jô. E o atacante não pensa em nada mais do que a vitória para faturar a taça do Paulistão. "Ninguém quer ser derrotado para ser campeão, quer fazer bom jogo e, se possível, ganhar, para mostrar para torcida o quanto o time pode crescer. A gente sabe que ser humano com uma vantagem tão boa acaba relaxando, mas esse grupo não vai deixar cair essa peteca." A iminente conquista pela equipe que o lançou como profissional faz Jô considerar o momento como especial. "É um momento mágico. Hoje vivo outra vida, sou referência como pessoa e jogando me sinto mais leve. Não me sinto sobrecarregado, a forma física atingiu o ideal pela sequência de jogos. É um dos melhores momentos da minha carreira", exaltou.