Copa do Mundo

Espanha domina melhor futebol da Copa e vai à final

Foi a 19ª vitória da Espanha sobre a França em 39 jogos

EC
15/07/2026 às 07:52.
Atualizado em 15/07/2026 às 07:52
Foi a 19ª vitória da Espanha sobre a França em 39 jogos; em 2024, os espanhóis venceram os franceses nas semifinais da Eurocopa (Fifa)

Foi a 19ª vitória da Espanha sobre a França em 39 jogos; em 2024, os espanhóis venceram os franceses nas semifinais da Eurocopa (Fifa)

Lamine Yamal não tem medo. Nem da França, nem de se colocar entre a bola e o chute de um defensor. Foi assim que ele cavou o pênalti para a Espanha abrir o placar na vitória por 2 a 0, que classificou a seleção espanhola à final da Copa do Mundo pela segunda vez na história.

O garoto, que completou 19 anos na véspera do jogo, não afetou os franceses quando falou que não temia a partida. Os discursos posteriores minimizaram o comentário. A torcida francesa, contudo, não esqueceu. A cada aparição no telão ou toque na bola, Yamal era vaiado.

Ele e o restante do time espanhol não pareceram ligar para isso ou para a França ter tido as chances mais claras. A tranquilidade para trocar passes, sem medo até quando Unai Simón dribla dentro da área, indicava que Luis de la Fuente tinha um plano já posto em prática.

No duelo das duas melhores seleções da Copa, a Espanha dominou o meio de campo. Os franceses encantaram até aqui e dispõem de um ataque dos sonhos, com o qual mostraram talento e levaram risco aos espanhóis. Mas acordaram quando a faixa central do gramado já tinha dono.

Foi a 19ª vitória da Espanha sobre a França em 39 jogos. Recentemente, os espanhóis venceram os franceses nas semifinais da Eurocopa 2024 e da Liga das Nações 2024/25.

Como foi a semifinal

Os dois times penavam para se aproximar da área nos minutos iniciais. A França indicou que iria manter a estratégia de contra-ataques rápidos, às costas da Espanha. Com 10 minutos, os espanhóis tinham 61% de posse de bola, mas os franceses que haviam chegado mais perto do gol.

A troca de passes da Espanha mantinha-se. Lamine Yamal parou de ouvir vaias da torcida rival aos 20 minutos. Ele foi chutado dentro da área por Lucas Digne, que tentava afastar a bola. O que o atacante ouviu foram comemorações espanholas.

O árbitro Ivan Arcides Barton Cisneros não temeu em apontar para a marca do pênalti. Aos 22 minutos, Mikel Oyarzabal bateu e inverteu a lógica do jogo. A Espanha abria o placar, apesar de ter sido até ali o time que menos havia levado perigo ao adversário.

Com a vantagem, os espanhóis mostraram que, mesmo atacados, controlavam a partida no meio de campo, onde Adrien Rabiot e Aurélien Tchouaméni não se equiparavam aos rivais. Acionando menos seus jogadores mais ofensivos, a Espanha mostrou que poderia segurar o 1 a 0 até o fim.

Didier Deschamps voltou do intervalo tentando corrigir seu meio. Trocou Rabiot por Manu Koné. O panorama não mudou tanto. A Espanha continuou a fechar passagens quando estava sem a bola. E encontrava espaços onde nem parecia ser possível quando tinha a posse.

Foi assim que, aos 12 minutos da segunda etapa, Pedro Porro conseguiu tabelar com Dani Olmo, entrar na área, dominar e fazer o que quisesse, incluindo o segundo gol da Espanha.

Lamine Yamal fez o que seria o terceiro, em um golaço, driblando o zagueiro adversário e chutando no ângulo de Mike Maigan. O gol acabou anulado, porque o atacante estava impedido.

Unai Simón foi um gigante para tirar de cabeça o que seria uma chance clara de Kylian Mbappé. E ainda recompôs para bloquear um chute distante e fraco de Désiré Doué. O goleiro, que sofreu apenas um gol na Copa até aqui, mostrou motivos disso, mesmo mal sendo exigido na partida.

A torcida espanhola encerrou o show com "olé". Os gritos poderiam ter vindo até mais cedo, mas fecharam com chave de ouro a atuação da Espanha diante de uma desolada França.

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