
Enquanto tenta dar andamento ao planejamento para a próxima temporada, o Guarani se preocupa com um problema antigo que voltou a incomodar o clube: os salários atrasados. Por conta de uma interferência da Justiça do Trabalho, que reteve por dois meses seguidos a verba de R$ 350 mil repassada pela Magnum, o Bugre não conseguiu pagar os vencimentos do elenco e de alguns funcionários referentes a outubro e novembro. A premiação pelo time ter se livrado do rebaixamento na Série B também não foi quitada. Segundo a diretoria, o acerto já começou e a previsão é de que tudo esteja normalizado até esta quarta-feira (7). A situação surpreendeu o clube, afinal o empresário Roberto Graziano, presidente da Magnum, geralmente faz o depósito direto na conta do Guarani. No entanto, devido a alguns acordos trabalhistas que não estavam pagos, a Justiça determinou que a empresa repassasse os valores para que a situação fosse resolvida. Agora, o Bugre aguarda a liberação do dinheiro perante à Justiça para liquidar os atrasos. O problema também acaba interferindo no processo de montagem do elenco para 2018. O clube ainda negocia com os jogadores para determinar quem fica e quem renova. Algumas situações já estão concretizadas ou mais bem encaminhadas. O volante Evandro, que está no Brinco desde 2016, não chegou a um acordo e foi liberado para procurar outro clube. Por outro lado, Caíque, que já estava praticamente fora dos planos, pode continuar. O atacante tinha proposta oficial de um time do futebol asiático, mas a transação não se consumou. O Guarani mostrou interesse na permanência e a renovação de contrato está bem próxima. Falta apenas um consenso sobre a duração do vínculo. Quanto a reforços, a saga também continua. Desejo do técnico Fernando Diniz, o goleiro Felipe Alves pediu um salário acima do que o clube está disposto a pagar. Caso não haja uma redução na pedida, o clube já começa a trabalhar em busca de Lucas Perri, de 19 anos de idade. Terceiro goleiro do São Paulo, o jogador também foi uma indicação de Fernando Diniz.