José Armando Abdalla Júnior é o novo presidente da Ponte Preta. Substituto de Vanderlei Pereira, que optou por abrir mão da candidatura a um segundo mandato, ele foi eleito por aclamação dos conselheiros do clube em assembleia geral realizada no Salão Nobre do Moisés Lucarelli. Abdalla Junior assumirá no dia 1º de janeiro e ficará à frente da Macaca pelo quadriênio 2018-2021. Ele terá como primeiro vice-presidente Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, e como segundo vice-presidente Hélio Kazuo. Tagino Alves dos Santos será o presidente do Conselho Deliberativo. Nascido em 1º de julho de 1946, Abdalla é campineiro e formado em Odontologia pela PUCC, além de pós-graduado pela Unicamp. Goleiro das categorias de base da Ponte na década de 1070, também trabalhou no Departamento Médico do clube e, entre 1996 e 2005, foi presidente do Conselho Deliberativo. Atualmente, é conselheiro nato da Macaca e servidor público na Secretaria de Esportes de Campinas, de onde já solicitou aposentadoria. Em seu primeiro discurso como presidente, Abdalla preferiu não entrar no mérito das polêmicas que envolveram os grupos políticos na eleição. Pelo contrário, pediu união de forças. “Não gosto muito de citar essa questão de situação e oposição. A essência do nosso torcedor é o amor pela Ponte Preta e estamos abertos a todos que queiram participar nessa caminhada em prol da instituição". Em relação a 2018, o novo mandatário alvinegro destacou a necessidade de aproveitar bem as categorias de base, que tanto se destacaram na atual temporada, e colocou como principal objetivo não o acesso, mas o título da Série B do Brasileiro. “O momento da Ponte agora é outro. Temos uma base sólida e minha preocupação é ter a sensibilidade de mesclar a juventude da base com a experiência daqueles que vierem para somar. Estamos voltando às origens, que é a de criar craques”, destacou. “O futebol é a essência do clube. Temos o Campeonato Paulista, a Copa do Brasil e a Série B. A classificação para a Série A é uma mera consequência do desenrolar desse campeonato. A prioridade é o título”, disse o dirigente, que também garantiu a manutenção dos pilares do Departamento de Futebol – o executivo, Gustavo Bueno e o técnico, Eduardo Baptista. Abdalla também destacou o legado deixado pelo ex-presidente Vanderlei Pereira. “O legado é excepcional. Administrativamente, a Ponte está 'redonda', não tem problemas que outras equipes têm. Isso reflete em vários aspectos. Se não houvesse essa estrutura, a categoria de base não teria o destaque que teve. Teremos a comodidade de desenvolver um trabalho mais concentrado no futebol em função do legado deixado pelo Vanderlei, que é de suma importância para a Ponte Preta".