São milhões os seguidores do game criado pelo estúdio Blizzard

Atores deram expressão a seres bizarros (Divulgação)
Estreou nesta quinta-feira (2) nos cinemas de Piracicaba o filme 'Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos'. Em todo o mundo, são milhões os seguidores do game criado pelo estúdio Blizzard Entertainment que agora ganha vida na telona. Graças a técnica do motion capture, atores deram expressão a seres bizarros que, nos tempos de animadores lendários como Ray Harryhausen, eram criados de forma primitiva. Como em Avatar, de James Cameron, os atores de Warcraft integram a realidade virtual - Travis Fimmel, Paula Patton, Ben Foster. É o futuro representado pelo VR - virtual reality. Warcraft propõe-se como experiência radical. Você pode até detestar, mas penetra num universo hiper-realista e detalhado que tem servido como fonte de experimentação para artistas visuais de ponta. A trama é básica. A região de Azeroth sempre viveu em paz, até a chegada dos guerreiros Orc. Com a abertura de um portal, eles puderam chegar à nova Terra com a intenção de destruir o povo inimigo. Cada lado da batalha possui um grande herói, e os dois travam uma disputa pessoal. O filme apropria-se de mitos arturianos e bíblicos - o desfecho, em aberto, remete a Moisés -, mas o que importa não é o que se conta, mas como. No game, o jogador tem o controle. Warcraft, o filme, cria diferentes pontos de vista - ampliados pelo 3D - para que o espectador, com o olhar, possa fazer seu jogo. Fato é que os games estão chegando com força aos cinemas. Este ano está sendo decisivo. Já tivemos Angry Birds, ruim de doer, mas bom de público. E teremos, no fim do ano, Assassin’s Creed, do trio de Macbeth, Justin Kurzel, Michael Fassbender e Marion Cotillard, adaptado do game e, como Warcraft, da série de livros. O futuro dos games no cinema, queiramos ou não, é irreversível como o computador e o celular. (Com AE)