Ex-prefeitos de Piracicaba e ex-dirigentes da Unimep oficiam pedido ao Codepac
Esio Pezzato recebeu documento solicitando a preservação da Empem (Divulgação)
O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba (Codepac) recebeu ontem, pela manhã, documento assinado por todos os ex-prefeitos de Piracicaba, alguns ex-secretários municipais de Ação Cultural, ex-dirigentes da Unimep e uma ex-diretora da Escola de Música solicitando formalmente a abertura de processo de tombamento da Escola de Música de Piracicaba – o prédio e seu patrimônio imaterial.
A manifestação foi coordenada pelo movimento “Salvem a Empem”, que anexou ao pedido também uma cópia de abaixo-assinado virtual, pedindo a preservação da Escola de Música de Piracicaba, com quase seis mil assinaturas, destacando a importância desta participação coletiva no processo em defesa da Escola. O documento foi recebido pessoalmente pelo presidente do Codepac, Esio Antonio Pezzato, e a expectativa é de que o assunto será encaminhado já na reunião ordinária do Conselho que acontece nesta sexta-feira.
“Nós, como pessoas que já governamos Piracicaba, que conhecemos detalhadamente a importância de instrumentos culturais para seu povo, que estivemos também à frente de administrações da Unimep, também apoiamos e ressaltamos a importância da Empem para essa coletividade e para o país, encaminhando a este Conselho a solicitação de tombamento do prédio e dos bens imateriais que compõem a Escola de Música de Piracicaba, a partir de suas competências legais”, diz o texto assinado.
Para além de simbolicamente referendar a importância de cada uma das seis mil assinaturas do abaixo-assinado virtual, ao arrolá-las a um pedido formal a um órgão de preservação do patrimônio histórico de Piracicaba, o ofício se reveste de um peso político ímpar, já que tem como signatários todos os ex-prefeitos de Piracicaba: José Aparecido Borghesi, José Machado, Barjas Negri e Gabriel Ferrato.
Ainda corroboram o pedido os ex-responsáveis pela área de cultura da cidade, em diferentes épocas, como secretários municipais, Aparecida Gregolin Abe, Jefferson Goulart, Heitor Gaudenci Jr e Rosângela Camolese. Demonstrando que também dentro da Igreja Metodista e, especialmente, entre aqueles que responderam pela educação de suas escolas em anos anteriores, há oposição à venda daquele patrimônio.
Assinam a petição o ex-reitor da Unimep, Clóvis Pinto de Castro, e os ex-vice-reitores Ely Eser Barreto César e Sérgio Marcus Pinto Lopes. Expressando a preocupação da comunidade formada pela Empem, segue a assinatura da ex-diretora Beatriz Victoria. Pelo movimento Salvem a Empem, finaliza o pedido o músico Julio Amstalden.