Meio Ambiente

Placa homenageia 11 escravizados que reflorestaram Floresta da Tijuca

Agência Brasil
31/05/2025 às 17:36.
Atualizado em 31/05/2025 às 18:24

Maria, Constantino, Eleuthério, Leopoldo, Manoel, Matheus, Sabino, Macário, Clemente, Antônio e Francisco. Os nomes das 11 pessoas escravizadas responsáveis pelo reflorestamento da Floresta da Tijuca e das Paineiras na cidade do Rio de Janeiro foram inscritos em uma nova placa fixada próximo ao centro de visitantes do Parque Nacional da Tijuca, na zona norte da cidade.

A inauguração da placa, neste sábado (31), contou com palestras, apresentação de teatro e com o plantio de 11 mudas de plantas nativas da Mata Atlântica, cada uma delas homenageando um dos reflorestadores.

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Placa de sinalização com nomes de escravizados que participaram do reflorestamento da floresta da Tijuca no século 19 - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A homenagem de hoje, feita por iniciativa da deputada estadual Dani Monteiro (PSOL), corrige o termo escravo para pessoas escravizadas, devolvendo-lhes a humanidade, o protagonismo e a importância para a existência hoje da maior floresta urbana do mundo.

“Em todo esse espaço, mais de 100 mil árvores, em torno de 15 anos, foram plantadas por 11 pessoas. Quando eu tomei conhecimento dessa história – porque ela não é contada, seja no conteúdo escolar, seja em séries, novelas ou TVs – enquanto cidadã, falei: 'acho que todo cidadão carioca tem que saber dessa história'”, disse a deputada.

De acordo com a parlamentar, a história ainda é desconhecida por muitos e precisa ser estudada. Ainda não se sabe por exemplo, o que ocorreu com cada um deles. Reflorestamento

Na segunda metade do século 19, a cidade do Rio de Janeiro passou por uma grave crise. O desmatamento provocado, principalmente, pela exploração de madeiras e o plantio monocultor de cana-de-açúcar e café resultou na seca de muitos mananciais. Como uma das medidas para solucionar esse problema, o governo imperial determinou o reflorestamento da Floresta da Tijuca.

Deputada estadual Dani Monteiro durante descerramento de placa com nomes de escravizados que participaram do reflorestamento da Floresta da Tijuca - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Entre 1861 e 1874, os 11 escravizados plantaram mais de 100 mil árvores nativas da Mata Atlântica, restaurando os mananciais que abasteciam a então capital do Brasil.

Neste sábado, foram convidados artistas, pesquisadores e outras personalidades para plantarem, cada um, uma muda em homenagem a um dos escravizados.

“Este ato é para a g